Venezuelanos que vivem em Apucarana, norte do Paraná, estão preocupados com a tragédia em seu país natal causada por dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que provocaram pelo menos 20 réplicas nas horas seguintes, segundo o governo venezuelano. Prédios e casas desabaram na capital Caracas e em outras cidades. Os tremores foram sentidos até em municípios do norte do Brasil.
A venezuelana Nathalia Nadeska Sandoval Chirinos, de 42 anos, mora em Apucarana há seis anos e tem familiares em Caracas e na cidade de Maracaibo, no estado de Zulia. Ela relatou que, na capital venezuelana, os estragos foram grandes. Apesar da proximidade com os locais atingidos, seus parentes não ficaram feridos. “Minha família está bem, graças a Deus. Onde eles estão só tem fissuras nas paredes, nada que não possam consertar, mas perto deles aconteceu um desastre”, afirma Nathalia.
No estado de La Guaira, localizado no litoral, houve registro de alterações no nível do mar e emissão de alerta de tsunami e o Aeroporto Internacional de Maiquetía sofreu danos estruturais. Segundo a imigrante, o país não possui protocolos estabelecidos para o enfrentamento de desastres naturais.
A apreensão é compartilhada por outros membros da comunidade venezuelana no município. Sulay Romero também acompanha as notícias e relata alívio pela segurança de sua família, que reside majoritariamente na região leste do país, área menos afetada. “Foi mais forte no oeste da Venezuela. Não foi tão forte na parte leste, e a maior parte da minha família mora no leste”, destaca Sulay.
“Todos nós venezuelanos aqui em Apucarana temos rezado pelo nosso país que, além de estar passando por uma economia ruim, com tantas dificuldades, agora tem que lidar com isso também”, acrescenta.
O número de mortos por conta dos terremotos na Venezuela subiu nesta quinta-feira (25) para 188 pessoas, segundo o último balanço do governo venezuelano. O documento também afirma que há 1.520 feridos e 200 pessoas presas em escombros.
Fonte: TN online
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